Alma
31-12-2017
Na cadeira em que me sento a madeira e a palhinha lembram outros costumes
Faltam junto dela a lareira acesa e o capacho que compõem a memória
Dentro de mim arranham as ânsias e rasga-se a vontade aleatória
De uma cabeça à roda, girando entre negrumes
Os olhos semicerrados estão mais abertos dos que perderam a vida entre guerras,
Por aqui o meu medo é temível aos fracos. Os fortes estão do outro lado da trincheira.
Não vou conseguir ganhar o caminho de regresso para a vida inteira;
Sou planície perdida entre as serras.
