A Europa. Que futuro?

10-05-2016

A celebrar os 30 anos da adesão de Portugal e Espanha à União Europeia vários foram os governantes de um lado e outro da fronteira que se juntaram para debater «30 anos depois, que futuro?». A Comissão da Coordenação de Desenvolvimento Regional do Algarve, a Eurocidade do Guadiana, os autarcas do Baixo Guadiana português e espanhol e o Comitê das Regiões estiveram na mesa de discussão com uma plateia atenta. A reflexão sobre a Europa e o seu/nosso futuro incidiu sobre a falta de autonomia, tanto a nível de organismos nacionais, regionais ou locais, que impedem políticas de desenvolvimento adequadas e assertivas, e sobre o seu mais recente flagelo, o desemprego, resultado de uma "política de capelinhas", afirmou Francisco Amaral, pela eurocidade, acrescentando que "o nosso país não é um país sério... andamos nos papelinhos dezenas de anos, somos confrontados com obstáculos irracionais, que despromovem o investimento privado e o combate ao desemprego". Por seu turno Luís Gomes, da parte do Comitê das Regiões, realçou a necessidade de se repensar a Europa numa fase em que as crises económica, social e humanitária mostram as debilidades que afetam esta União. Também do lado espanhol existe a convicção que é preciso fazer mais para melhor o desenvolvimento real de cada países da UE. Adriano Guerra fez uma retrospetiva dos últimos 30 anos do Algarve Europeu e, claramente, sublinhou um "balanço francamente positivo" dos benefícios trazidos pelos fundos comunitários.

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