O Divino numa conversa sobre Divas

João Correia é um ser muito especial. Cheio de luz, que a irradia sem temer sombras porque as (re) conhece sem as escusar. A arte move-o desde muito cedo e com muito carisma, fazendo-o apaixonar-se pelos artistas sem esperar deles nada mais em troca do que a sua autenticidade e até, de certa forma, divindade.
Estamos a produzir um conjunto de programas dedicado a Divas, sendo que o que começou por ser uma conversa a pretexto do 100.º aniversário do nascimento de Amália Rodrigues [que se celebra ao longo de 2020], passou a ser um objectivo mais amplo de falarmos sobre divas. Para além de Amália, outras se seguirão. Mas eu considero que nada está ao acaso quando flui . Ou seja, não poderia ser mais certeiro que nos propuséssemos a falar da grande senhora do fado. Amália representa o Divino. Aproxima-nos desse espaço. Revela-o, inclusive. Ouvir Amália Rodrigues é um ritual de oração. De reconhecimento de caminho e dentro dele a sua luz e a sua sombra.
No primeiro encontro com o João eu dediquei-me a receber a sua luz enquanto tinha o vagar para falar de si e do que o estimula. E é estimulante ouvir o João e perceber quão sensível é, quão transparente se tornou e quão amigo de outrém se dispõe. É um homem que aceitou desenvolver o dom da mediunidade, sendo que aceitar vem depois do verbo assimilar. Desde muito cedo que se sente especial pelo complexo facto de aos 7 anos começar a receber «poderes especiais» [se é que assim se pode anunciar]. Recebia mensagens divinas, aprendizagens, premonições. Tal qual um menino especial foi integrando em si essa vertente que o distanciava do meramente terreno e o aproximava do divino, sendo necessário ir encontrando um equilíbrio que o tenha permitido colocar-se em missão para com os outros.
Em plena pandemia, este homem de grande espiritualidade não se convence que este seja um momento de «praga do Egipto». Relembra que vivemos num lugar feito de energia onde com a evolução da vida as bactérias e os vírus também sofrem a sua mutação, sendo que se tem vindo a manifestar . Não quer que esta pandemia seja encarada como um recado da esfera espiritual em retaliação pelo facto do mundo estar, por hipótese, mais subjugado ao poder material. "Eu sou um homem que tem muita fé no mundo", não concordando, João, que este lugar que habitamos esteja cada vez mais materialista. "Pelo contrário, está muito mais espiritual", aludindo aos direito e garantias da vida humana que têm vindo a ser adquiridos, nomeadamente desde aquilo que já foi "a justiça da época medieval e à justiça dos dias de hoje". E para João Correia, jurista de formação, esse é um verdadeiro sinal da evolução espiritual da humanidade. Frisa que "nunca ouvimos falar tanto de reiki, leitura da aura ou regressão como agora...". Explica-nos que "até ao ano 2000 nós estávamos a viver um ano de provação da humanidade, a partir do ano 2000 começámos a viver um período de regeneração em que anjos que nunca tinham encarnado começaram a encarnar e começaram a nascer as crianças-cristal, com elevado desenvolvimento espiritual".
O primeiro fenómeno espiritual que se sucedeu na vida de João Correia tinha ele apenas sete anos. Nessa tenra idade teve um sonho que o transportou para o futuro, ou seja uma premonição própria da mediunidade. Depois desse, milhares de sonhos premonitórios se seguiram. E, também aos sete anos, conta-nos, já falava com espíritos e jogava a esse seus companheiros , que, aliás, assumiu no alto dos seus sete anos como algo natural, as cartas. Nunca teve a sensibilidade para jogar à bola. "Eram as plantas, os animais e a parte espiritual" que o motivavam. De resto, tudo o que o tem acompanhado até aos dias de hoje. Dedica-se a ajudar dezenas de pessoas por dia que à sua casa "chegam com problemas graves e reais". E essa vertente é o que mais intensidade traz à sua vida. No que diz respeito à mediunidade, João é convicto ao dizer que "quem traz a mediundade desenvolvida mais cedo ou mais tarde terá de a desenvolver". Fala em "satisfação muito grande, mas também num "governo da responsabilidade e do medo de não estar à altura do planos de Deus". Confessa que reserva em si também "o medo de não ter o dom da paciência, o dom de saber escutar, o dom da calma" em doses suficientes aos olhos de Deus. Sensações de vulnerabilidade que advêm do facto de conviver com dois planos tão distintos: o terreno e o espiritual.
Quanto a estas questões da espiritualidade que por vezes tantas opiniões diferentes despoleta, João Correia é peremptorio, não tendo quaisquer dúvidas em afirmar que prefere "falar com um céptico autêntico e sensato do que com um religioso hipócrita". E deixa um recado para cépticos e não cépticos: "sigam os vossos feellings , o nosso anjo da guarda acompanha-nos todos os dias para nos guiar o caminho".
Depois desta conversa, onde também se falou de amor-próprio, depressões, doenças psicossomáticas e vibração espiritual fica a promessa de que falar com o João Correia sobre Divas será sempre um momento divino. Como não!?
Susana
[Vejam o vídeo aqui e comentem se for vontade. A captação de imagem é de André Sousa. Obrigada!]
Mediunidade